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A realidade aumentada (AR) é uma experiência sinestésica e interativa que mescla o mundo virtual com o mundo real (ou vice versa).

Objetos virtuais podem ser criados e explorados ou um ambiente do mundo real pode ser aprimorado por informações perspetiva.

A realidade aumentada atua em várias modalidades sensoriais, incluindo:

  • Visual (O sistema visual é a parte do sistema nervoso central que dá aos organismos a capacidade de processar detalhes visuais como visão, além de permitir a formação de várias funções de resposta fotográfica que não são de imagem.)
  • Auditiva (A audição é um dos cinco sentidos capaz de receber determinado som. É a capacidade de ouvir e processar o som)
  • Háptica (O adjetivo háptico significa "relativo ao tato", "sinônimo de tátil", e é proveniente do grego haptikós, ê, ón "próprio para tocar, sensível ao tato". É o correlato tátil da óptica e da acústica. Wikipédia)
  • Somatossensorial (O sistema somatossensorial ou sensorial somático é a condição que permite ao ser vivo experimentar sensações nas partes distintas do seu corpo. Podem ser sensações de tato, temperatura, da posição das partes do corpo ou dor. Wikipédia)
  • Olfativa (O olfato é um dos cinco sentidos básicos e refere-se à capacidade de captar odores com o sistema olfativo.)

Contudo hoje o principal periférico gerador de realidade aumentada são smartphones e tablets. O qual ainda não se é possível atuar nas seguintes modalidades sensoriais: Háptica, Somatossensorial e Olfativa.

Porque a realidade aumentada será a disrupção da sinestesia?

O ambiente virtual já é uma realidade para muitas pessoas, a geração millennials por exemplo é nativa da inovação tecnológica. Mas para muitas pessoas (principalmente as de mais idade) a transformação digital esta acontecendo ainda...

A maior parte dos países do continente europeu vem passando por um problema que é, ao mesmo tempo, demográfico e econômico: o envelhecimento de suas populações, ou seja, o aumento da idade em termos médios de todos os habitantes. Isso significa que a população jovem está proporcionalmente mais reduzida em relação ao número de idosos quando se compara com outros períodos.

O envelhecimento demográfico da Europa é considerado um problema porque a sua ocorrência indica uma redução da População Economicamente Ativa (PEA), que é o número de habitantes (geralmente entre 15 e 60 anos) aptos a trabalhar e, portanto, a sustentar a economia. Os idosos, afinal, dependem em sua maioria dos recursos relativos à previdência social, direito a eles pertencente, o que eleva os gastos sociais públicos.

Com a base da População Economicamente Ativa reduzida, logicamente isso prejudica na absorção das tecnologias mais atuais.

A realidade aumenta atua nas duas pontas! 

Ou seja, os mais idosos encontram na realidade aumentada um convite a imersão tecnológica.

Já os mais jovem encontram na realidade aumenta um ambiente nativo e um convite para o mundo real sinestésico, repleto de informações e interatividade.

A realidade virtual veio para ficar! É totalmente factual dizer que podemos aguardar de um futuro de médio/longo prazo a realidade aumentada cada vez mais presente em nosso cotidiano.

Baseado nisso os gigantes da tecnologia já estão se movimentando! Porém as coisas não são bem assim...

Google, Facebook, Apple, MIcrosoft,... Todos possuem estudos que buscam a adesão da realidade aumentada. Contudo a primeira geração da realidade aumentada foi um fracasso total! (E isso é facilmente compreensível se pararmos para entender como funciona os 6 Ds das tecnologias exponenciais)

A IDATE DigiWorld, especializada em análise de mercado, já é taxativa ao dizer que essa primeira leva de aparelhos não conseguirá alcançar o sucesso que se imaginava. E os números provam isso. De acordo com a Artifical Reality, foram cerca de 3,9 milhões de headsets vendidos em 2016 e a projeção é que, para este ano, o total não supere os 7,4 milhões — ou seja, o número não vai nem mesmo dobrar.

E a razão para essa recepção morna é exatamente aquilo que todo mundo já imaginava: os altos preços. Todos os principais óculos de realidade virtual do mercado são bem mais caros do que qualquer outro acessório que o consumidor está acostumado a adquirir. Até mesmo o PlayStation VR, que sempre se apresentou como a opção mais em conta do que o Oculus Rift (do Facebook) e o HTC Vive, assustou muita gente ao chegar às lojas custando os mesmos US$ 399 (R$ 1.256) que um PlayStation 4 Pro, por exemplo.

Outro fator importante é a própria falta de conteúdo que realmente justifique um investimento tão alto. Em termos de jogos, os games são bem mais curtos do que os títulos comuns e com experiência muito mais limitadas.

Das poucas empresas existentes do mercado as que possuem maior benefício ao seu favor para atuarem na realidade aumentada, são a Apple e o Google. Isso porque os smartphones possuem câmeras, processamentos e flexibilidade em sua adesão pela massa.

É justamente por esse motivo que a Apple recentemente equipou o Iphone 11 com 3 câmeras profissionais e com o seu sensor de infravermelho super potente, podendo inclusive realizar filmagens profissionais a noite e escanear as veias do seu rosto para desbloquear o celular usando o Faceid.

É exatamente isso que você leu, a Apple deixou o infravermelho tão potente que ele no Iphone 11 irá escanear as veias em nossos rostos para poder liberar o acesso.

Mas porque estou falando do infravermelho?

O infravermelho é destinado a perceber imagens na faixa de radiações infravermelhas do espectro eletromagnético e convertê-las de forma sistemática à faixa visível do espectro, permitindo assim que os seres humanos literalmente observem as imagens térmicas geradas pelos corpos em temperaturas próximas à do ambiente. 

O infravermelho é também um dos principais responsáveis por perceber profundidade das coisas. E é por ter um infravermelho alinhado com machine learning (Deep Fusion) que a Apple consegue fazer incríveis imagens cinematográficas com seu novo Iphone 11 no escuro.

Por meio da emissão dessa luz infravermelha que, quando colocada sobre a região da pele, facilita a visualização da veia, inclusive de fluidos que passem por ela. Ou seja, é exatamente isso que acontece toda vez que vc desbloqueia o seu Iphone usando o rosto. E por isso o desbloqueio consegue ser bem sucedido em ambientes escuro.

Conforme dito no artigo: Qual a verdadeira intenção da Apple em ter 3 câmeras? É justamente o infravermelho que escaneia nossos rostos para desbloqueio do Faceid, jogando mais de 30 mil pontos em seu rosto. Abaixo vemos o processo sendo executado e gravado por uma câmera sensível ao infravermelho.

Na minha humilde opinião a Apple está alguns passos largos do seu concorrente Google. A Apple esta equipando seus novos smartphones com maior poder de escaneamento de objetos do mundo real e isso facilitará a distribuição/criação/adesão da realidade aumentada. Ou seja, uma câmera potente o bastante para escanear com perfeição objetos reais era justamente o que faltava para a Apple emplacar com seu ARKIT. 

Ar GIF

No próximo artigo irei comparar o ARKIT VS ARCORE e descrever porque eu apostaria no ARKIT emplacando nos e-commerces brasileiros. Caso queira ver o próximo artigo, clique aqui!

vlw pessoal!

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